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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cinco aforismos de R. Tagore (2)


I.

O homem é uma criança que nasceu, e o seu único poder é o poder de crescer.


II.

O peixe é silencioso na água; o animal é ruidoso em terra; o pássaro é cantor no ar.
Mas o homem tem em si o silêncio do mar, o alvoroço da terra e a música do ar.


III.

Deus encontra-se a si mesmo ao criar.


IV.

Como o encontro das gaivotas e das ondas, assim nos encontrámos e nos unimos.
As gaivotas voam afastando-se sempre, as ondas vão rebentar bem longe, e nós partimos. 


V.

A vida foi-nos dada e nós, dando-a, a merecemos.







Rabindranath Tagore (1861 - 1941)






(Selecção de Pedro Belo Clara a partir das traduções de Joaquim M. Palma in "A Asa e a Luz" (Assírio & Alvim, 2016)).










quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cinco aforismos de R. Tagore


I.

São as lágrimas vertidas pela terra que alimentam o seu sorriso em flor.


II.

Se choras quando perdes o sol, perderás também as estrelas.


III.

Uma vez sonhámos que éramos estranhos.
E acordámos para descobrir que nos amávamos. 


IV.

O mistério da vida é como a escuridão da noite - grande.
A ilusão do saber é como a névoa do amanhecer.


V.

Aqueles que levam as lanternas atrás de si, lançam para a frente as suas sombras.





Rabindranath Tagore (1861 - 1941)





(Selecção de Pedro Belo Clara a partir das traduções de Joaquim M. Palma in "A Asa e a Luz" (Assírio & Alvim, 2016)).